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Formatação de trabalhos acadêmicos (4)

Qualquer texto emprocesso de formatação passa por diversas fases. Aqui estarei apresentando asfases normais do processo de formatação tendo como base o trabalho acadêmicoque é nosso foco de trabalho. A formatação de uma tese, uma dissertação ou dequalquer trabalho longo seguem a mesma rotina, sempre compreendendo a formataçãológica e a formatação física.
Fases da formatação de um trabalho acadêmico
A formatação de uma tese ou dissertação passa
necessariamente por várias fases. Só deve
fazer quem sabe. A Keimelion sabe.

As formatações lógicae física não são as fases a que nos referimos; existem a formatação primaria,secundária, terciária, etc. que vão ajustando e corrigindo as imperfeições e diferentesaspectos do texto. Mesmo o texto, ao ser revisado, passa pelo menos pelaformatação primária. As outras fases são específicas do trabalho de formataçãoem si.

Basicamente, aformatação primária compreende eliminação de:
  • Macrose comandos fantasma no arquivo original.
  • Duplosparágrafos.
  •  Múltiplosespaços entre as palavras. 
  •  Espaçosantes ou depois de marcas de parágrafo. 
  •  Espaçosantes de sinais de pontuação [. , ; : ! ? “]. 
  •  Espaçosdepois e antes de sinais de parênteses ( Exemplo ). 
  •  Hífen [- ] entre as palavras. 
  •  Trêspontos ao invés de reticências […].
A formatação secundárianão se limita a isso, mas compreende adequar: 
  •  Configuraçãode página e margens, cabeçalhos e rodapés. 
  •  Fontes,parágrafos, títulos, listas. 
  •  Palavrasdestacadas EM CAIXA-ALTA, negrito, grifados. 
  •  Nome deAUTOR em caixa-alta. 
  •  Expressõesestrangeiras no texto, em itálico. 
  •  Notasde rodapé. 
  •  Citaçõeslongas.
A formatação terciárianão se limita a isso, mas inclui: 
  •  Adequaçãode figuras, foros, imagens, gráficos e tabelas. 
  •  Legendas,sumários, índices, listas de siglas. 
  •  Anexos,apêndices, capa e elementos pré-textuais.
Há ainda outrasfases e outros elementos em cada fase desta, mas aí começam os casos específicose a atenção ao gosto e necessidade do cliente em relação àquele trabalho.
(Ainda tem maisdepois!)

Veja a mais sobre
Formatação de trabalhos acadêmicos: (1)(2)(3) – (4) 

Categoriasartigos, formatação

Formatação de trabalhos acadêmicos (3)

Muita coisadiferente é chamada de formatação, como já vimos. Vamos tratar um pouco sobre oque a ABNT chama de formatação e como ela trata desse assunto. Primeiro, ascomplexas e mutantes normas da ABNT são muito imperfeitas, omissas, e interpretadasde muitas formas diferentes; então, bem mais que ser um ponto de uniformidadecomo se pretendem, elas são meramente um complicador para quem está fazendo trabalhoacadêmico.
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Formatação segundo a ABNT

Por isso mesmo, a maioria das universidades cria um próprio manualinterpretando ou adaptando as normas da ABNT, ou mesmo muitos cursos,departamentos e institutos têm as próprias regras. Ainda assim, as regrasparticulares estão sujeitas à interpretação do orientador de cada trabalho, então,na prática, a regra de formatação que vale é a regra do orientador! Por maisque o orientador jure que adota a regra da ABNT, importante é entender o queele quer, o que ele lê (ou leu há muitos anos) naquela regra e como ele desejaque seja o trabalho. A única maneira de saber isso é fazendo a formatação,segundo o autor (ou o formatador profissional) interpreta as tais regras, edando ao orientador para que ele determine o que deve ser, segundo ele pensa. Portanto,recomenda-se aos autores que se preocupem mais com o conteúdo de seus trabalhosque com as regras, pois o cumprimento delas se torna, quase sempre, se torna umjogo de adivinhação entre o que diz uma norma ruim e como a interpreta o juizdo caso: o orientador e a banca.

Outra questão aser colocada é a existência de muitas normas da ABNT. Não existe uma norma quetrate de tudo, nem uma norma que perdure no tempo. Aquela instituição editanormas para cada item, normas conflitantes entre si, e normas que mudam (e osorientadores não se atualizam sempre!). Então, há sempre problemas.
Vejam algumas dastais normas:
  • Apresentaçãode artigos em publicações científicas. NBR 6022:2002.
  • Informaçãoe Documentação – Citações em documentos – Apresentação. NBR 10520:2002 – Paraorganizar as citações dentro da monografia.
  • Informaçãoe Documentação – Referências – Elaboração. NBR 6023:2002 – Para organizar ainformação das referências bibliográficas.
  • Informaçãoe Documentação – Trabalhos acadêmicos – Apresentação. NBR 14724:2005 – Sobre aestrutura de monografias e TCCs.
  • Normaspara datar. NBR 5892:1989.
  • Numeraçãoprogressiva das seções de um documento. NBR 6024:2002 – Sobre a numeração detópicos da monografia.
  • Resumos.NBR 6028:2003 – Como fazer resumos.
  • Sumários.NBR 6027:2002 – Formatação dos sumários.
E com certeza háoutras além dessas, formando um emaranhado de contradições. Ao fim e ao cabo,os orientadores se preocuparão com a composição final (aspecto visual dotrabalho) com a coerência dos critérios e com a adesão aos costumes daquelecurso ou instituição.

Veja a mais sobre
Formatação de trabalhos acadêmicos: (1)(2) – (3) – (4)

Categoriasartigos, formatação

Formatação de trabalhos acadêmicos (2)

O que interessa ao autor de um texto, principalmente um texto longo, com ilustrações, gráficos, várias seções, uma tese ou dissertação, por exemplo, é a aparência que ele terá ao ser apresentado. Claro, aqui estamos considerando as questões relativas à formatação, então assumimos que o texto está excelente quanto ao conteúdo e que foi revisado por profissional. De um modo geral, isso pode se aplicar a um artigo curto, duas páginas, mas quando é um texto longo, pesado, com várias seções ou imagens, realmente é necessária a intervenção de um profissional que trabalhe com todo aquele conteúdo com conhecimento de causa.Vejamos o que faz o profissional, que o autor normalmente não tem nem ideia do que seria necessário – ou, quando tem, não de tudo que é possível.
A maior parte da formatação o Word faz, mas
é preciso conhecer a maior parte do que ele
sabe fazer. Isso requer muito tempo.

Diferenciais da formatação profissional   Pin It

Primeiramente, o autor precisa ter a noção de que aquele texto, continuemos com o exemplo da tese (que vale para um relatório, um projeto, um memorial ou qualquer outro documento de dezenas ou centenas de páginas), todo o trabalho precisará ser preparado para sua finalidade primária, no caso da tese o depósito e a defesa. Depois, outros usos e necessidades surgirão: impressão em diferentes formatos, extração de artigos, transformação em livro, adaptação de algum capítulo para finalidade distinta. Em todos esses casos, se o texto estiver corretamente formatado, aplicados os campos lógicos a cada segmento, essa interferência sobre o texto será facilitada em muito.
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Em seguida, considere-se a necessidade de haver hiperlinques no texto: o sumário, as listas de figuras, quadros e tabelas, bem como os índices onomásticos, toponímicos, e de autoridades (estes últimos raríssimamente são inseridos nos trabalhos porque os autores nem sabem da possibilidade de que eles existam) só podem ser feitos se os campos lógicos estiverem todos definidos. A tarefa de manter um índice atualizado, com os números de páginas corretos, sem que eles estejam hiperlincados beira o impossível – sem falar na facilidade de navegação pelo texto quando o leitor estiver acessando por qualquer outra mídia que não a impressa. A hiperlincagem alcança ainda as referências cruzadas internas do trabalho, por exemplo: “vide Capítulo X, à página y”, ou “segundo a Figura Tal, à pág. W. A referência (X, Tal), assim como o número da página, uma vez lincados, serão atualizados automaticamente, e tudo estará bem ordenado mesmo que se insira ou se retire um capítulo inteiro pelo meio do trabalho ou se inverta a ordem de um grande segmento do texto.
Ainda mais, quando se trata de imagens, muitas vezes o autor as usa “pesadas demais” (arquivos enormes!), ou sem resolução suficiente. Tornando o arquivo final do trabalho gigantesco e pouco prático, ou resultando em impressão de má qualidade. Outras vezes as imagens não estão bem situadas quanto ao texto. Há ainda a questão das legendas – que devem ser formatadas logica e fisicamente, hiperlincadas, e situadas adequadamente, além de serem agrupadas à respectiva imagem para não fugir dela.
É bastante coisa, muito disso não é tão fácil de ser aprendido, à última hora, quando os prazos de entreva do trabalho estiverem se esvaindo. Melhor recorrer a um profissional que tenha prática.
Veja a mais sobre
Formatação de trabalhos acadêmicos: (1) – (2) – (3)(4)
Categoriasartigos, formatação

Capas e folhas de rosto

Temos notado continuamente o grande interesse dos visitantes de nosso blog por capa e folha de rosto dos trabalhos acadêmicos.
A capa do trabalho pode variar bastante,
a folha de rosto segue um padrão mais
uniforme.
Não que seja nada complicado atender às normas sobre o assunto, mas sempre há dúvidas. Aqui selecionamos uma pequena amostra de capas e folhas de rosto de trabalhos universitários que revisamos recentemente, postamos para servir de exemplo do que pode ser feito dentro das muitas regras que há. Lembramos que os orientadores quase sempre mencionam a ABNT, mas muitas vezes o que eles querem não é exatamente que se siga aquela norma.
Procure observar se existe uma norma específica em sua instituição sobre esse assunto, pois o que observamos é que há muitas variações, em várias instituições, segundo as interpretações que se faz.
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Capas e folhas de rosto de trabalhos revisados na Keimelionhttp://www.scribd.com/embeds/85192471/content?start_page=1&view_mode=slideshow&access_key=key-9nq56tw6v448fjo13cj

Categoriasdicas, formatação, normas

Formatação de trabalhos acadêmicos (1)

Nosso trabalho é focado em revisão de textos acadêmicos,teses e dissertações prioritariamente, também artigos e monografias. Todosesses textos requerem, além de acurada revisão, um trabalho de formatação queimplica em conhecimento e interpretação de regras que não são sempre muitoclaras (ABNT, Chicago, Vancouver, APA, etc.) e normas de apresentação dasinstituições (universidades) ou veículos (livros ou revistas) a que se destinam.A formatação também requer conhecimento, bem mais aprofundado que o do usuáriohabitual, de programas de editoração – como o Word ou o Open Office, os maiscomuns. Nós também fazemos a formatação de trabalhos, com total profissionalismo.

Tela de formatação física da citação longa no Word.
Clique na imagem para ampliar.

Conceitos de formatação

Formatação de texto é a etapa da preparação queinclui a organização visual, realce e estrutura segundo um formato determinado e as variáveis que se aplicarem.
Há dois procedimentos de formatação, um é a formataçãológica, outro a formatação física. No sentido geral da formatação dos trabalhosacadêmicos, a formatação lógica implica determinar qual segmento do texto correspondaa cada elemento do trabalho (o que é um título de capa, título de capítulo – oude nível 1, 2, 3… – o que é uma legenda, uma tabela ou uma entrada de índice,para mencionar poucos dos inúmeros formatos a serem determinados em cadatrabalho). A formatação física corresponde à necessidade de se determinar comodeve ser apresentado cada elemento; por exemplo:
Os efeitos de apresentação na tela e na página impressa são os mesmos: o motivo dadistinção entre eles se deve à ideia básica de independência entreespecificação (lógica) e apresentação (física).
A formatação do segmento acima (na página de texto do Word) correspondente a uma citaçãolonga, apresentando as seguintes características (naquele editor ou impressa): Fonte: 11 pt,Cor da fonte: Preto, Recuo: À esquerda: 1.18″,  Primeira linha:  0.49″. Justificado. Espaçamento entrelinhas:  Múltiplos 1.25 lin.. EspaçoDepois de: 12 pt. Não adicionar espaço entre parágrafos do mesmo estilo.Estilo: Vinculado. Estilo Rápido. Prioridade: 100. Com base em: Normal.Seguinte estilo: Normal.
Na formatação lógica, quando formatamos um trecho de textocomo cabeçalho de nível 1, não explicitamos se esse tipo de cabeçalho deve serem alguma fonte determinada, em um tamanho determinado, justificado à esquerdaou à direita, ou centralizado. Esses detalhes de apresentação são deixados parao a formatação física – o que corresponde à apresentação do documento segundo anorma solicitada – e pode ser reconfigurado de acordo com cada necessidade, porexemplo, para ser submetido a uma banca ou a uma publicação.
Desse modo, além de facilitar enormemente o trabalho doautor para os usos seguintes do texto, a formatação adequada garante auniformidade de apresentação de cabeçalhos, parágrafos, listas. Na formataçãose escolhe o tipo de letra, tamanho, estilo, cor, espaçamento, posição verticaldo texto e adição de efeitos, tais como sublinhado. Pode também controlar oespaçamento e avanço, adicionar marcas e números, bem como definir oalinhamento. Pode-se aplicar formatação às palavras, ao parágrafo ou ao textointeiro. Pode-se aplicar as propriedades de tipo de letra, tais como tipo deletra, tamanho, cor, realce e efeitos ao texto selecionado e as propriedades doparágrafo tais como alinhamento, marcas, numeração, sombreado e limites aquaisquer parcelas do texto.
A formatação lógica segue o significado lógico do textomarcado: um parágrafo, uma citação, um título. Sua apresentação final não sofregrandes variações. A formatação física especifica com exatidão o estilo quese quer para o texto: itálico, grifado, tamanho da fonte, margens. Suaapresentação final varia conforme o uso que será dado ao texto naquele momento,podendo oferecer resultados mais ricos.
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Formatação de trabalhos acadêmicos: (1)(2)(3)(4)

Revisar as ilustrações da tese ou dissertação

A elaboração de gráficos e a apresentação de dados de forma compreensível requerem grande atenção com detalhes e tolerância zero com defeitos. Para isso, um princípio-chave precisa ser observado: o de controle de qualidade total com a colaboração do revisor de textos. Os padrões acerca do que seja uma boa apresentação em trabalhos acadêmicos não são estáticos, tendendo a aumentar com o tempo em função de aprimoramentos nas tecnologias da informação e nas práticas adotadas por outras modalidades de processamento de textos e dados.
Toda ilustração tem um propósito, uma legenda e seu
lugar certo na tese, dissertação ou artigo.

Não convém supor que leitores e examinadores ocupados lerão trabalhos complexos como se fossem romances, começando na primeira página e paulatinamente avançando até a última. Ao invés disso, esses leitores tendem a optar por um processo de leitura com múltiplas etapas, quais sejam:
  1. folhear o texto, para adquirir uma ideia geral;
  2. selecionar o que deve ser lido cuidadosamente;
  3. ler com atenção os tópicos selecionados.

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Para que os trabalhos acadêmicos atinjam os seus objetivos, deve-se atentar para o ponto de vista dos leitores, procurando-se tornar texto tão útil e acessível quanto possível. Para que a impressão inicial seja favorável, é importante que o texto esteja bem estruturado, com resumos claros e ilustrações bem projetadas.
As ilustrações podem ser fundamentais para a efetiva comunicação da mensagem contida no relatório, mostrando que suas conclusões estão baseadas em evidências cabais e em análises cuidadosas. Com isso, pretende-se tanto persuadir aqueles que folhearem o texto a lê-lo mais atentamente, como fazer com que o público em geral veja o trabalho como um estudo sério.
O emprego do critério “o que os leitores precisam saber” implica perguntar quais evidências farão com que os leitores aceitem as conclusões apresentadas. Em seguida, procura-se satisfazer essa exigência por meio das principais ilustrações do trabalho.
Levar em consideração o ponto de vista do leitor não significa que ilustrações devam ser incluídas apenas para agradá-lo. De modo geral, leitores especializados serão bastante críticos se confrontados com gráficos ou tabelas aparentemente irrelevantes. A inclusão de uma ilustração em um relatório gera, naturalmente, uma expectativa de que a informação retratada ou sintetizada é importante e merecedora de ser realçada. Dessa forma, os leitores tendem a ficar desapontados se a ilustração mostrar-se impertinente ou com uma mensagem obscura, contiver dados comuns ou rotineiros, ou, ainda, parecer irrelevante ou interpretada de uma maneira não convincente. Administrar de forma efetiva as expectativas dos leitores implica incluir apenas ilustrações que representam partes essenciais e significativas do argumento central do relatório.
Por tudo isso, tanto o autor quanto o revisor estão sempre atentos às ilustrações. Não convém assumir que as tabelas ou gráficos estão corretos, devendo-se, pelo contrário, conferi-los cuidadosamente em cada fase de elaboração do trabalho, podendo a equipe de revisão seguir a seguinte sugestão de roteiro de verificação:
  1. As ilustrações realçam elementos fundamentais do argumento de forma apropriada?
  2. Os argumentos do texto principal foram alterados, as ilustrações sofreram as alterações correspondentes?
  3. As ilustrações podem ser compreendidas por meio de uma leitura diagonal? Os títulos, cabeçalhos e notas explicativas fornecem suficiente informação sobre o que é mostrado?
  4. Se seções diferentes do texto são elaboradas por dois ou mais momentos, as ilustrações são mutuamente consistentes?
  5. As ilustrações foram examinadas criticamente em cada fase redação (i.e., finalização do trabalho de formatação; ou antes da aprovação do orientador)

Adaptado de TCU.

Leia também: Instruções aos autoresPara publicar seu texto – O princípio da consistência

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