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Posts Etiquetados ‘acordo ortográfico’

>Regra para o hífen

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O hífen sempre foi problemático, com as mudanças da nova ortografia os problemas não aumentaram nem diminuíram, mas muita coisa ficou diferente – até mesmo parece que foi só para complicar; não nos cabe mais discutir, resta aprender. Aprender aos poucos. Aqui vai umas das novas regrinhas básicas.

Com a palavra:

Dad Squarisi

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>Atualização do Word para nova ortografia

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Nova ortografia em pleno vigor!
A Microsoft disponibiliza gratuitamente a ferramenta de atualização que permite aos usuários do pacote de softwares Office 2007 trabalharem com as regras do novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que entrou em vigor no início deste ano.
As informações sobre a atualização estão disponíveis no site deles.
Ainda estamos avaliando a ferramenta, mas a tend~encia é de plena aprovação.

O Office 2010 está dotado de possibilidade de configuração para a nova ortografia ou a antiga, nas versões portuguesa e brasileira.


Leia aqui no blog: Instruções aos autoresPara publicar seu textoNormas em que fazemos formatação: ABNT, Vancouver, APA, e outras
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>Erros comuns: 1 a 10

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Atenção para evitar erros.
Erros gramaticais e ortográficos devem, por princípio, ser evitados. Alguns, no entanto, como ocorrem com maior frequência, merecem atenção redobrada. Veja dez dos mais comuns do idioma e use esta relação como um roteiro para fugir deles.

  • 1 – “Mal cheiro”, “mau-humorado”. Mal opõe-se a bem e mau, a bom. Assim: mau cheiro (bom cheiro), mal-humorado (bem-humorado). Igualmente: mau humor, mal-intencionado, mau jeito, mal-estar.
  • 2 – “Fazem” cinco anos. Fazer, quando exprime tempo, é impessoal: Faz cinco anos. / Fazia dois séculos. / Fez 15 dias.
  • 3 – “Houveram” muitos acidentes. Haver, como existir, também é invariável: Houve muitos acidentes. / Havia muitas pessoas. / Deve haver muitos casos iguais.
  • 4 – “Existe” muitas esperanças. Existir, bastar, faltar, restar e sobrar admitem normalmente o plural: Existem muitas esperanças. / Bastariam dois dias. / Faltavam poucas peças. / Restaram alguns objetos. / Sobravam ideias.
  • 5 – Para “mim” fazer. Mim não faz, porque não pode ser sujeito. Assim: Para eu fazer, para eu dizer, para eu trazer.
  • 6 – Entre “eu” e você. Depois de preposição, usa-se mim ou ti: Entre mim e você. / Entre eles e ti.
  • 7 – “Há” dez anos “atrás”. Há e atrás indicam passado na frase. Use apenas há dez anos ou dez anos atrás.
  • 8 – “Entrar dentro”. O certo: entrar em. Veja outras redundâncias: Sair fora ou para fora, elo de ligação, monopólio exclusivo, já não há mais, ganhar grátis, viúva do falecido.
  • 9 – “Venda à prazo”. Não existe crase antes de palavra masculina, a menos que esteja subentendida a palavra moda: Salto à (moda de) Luís XV. Nos demais casos: A salvo, a bordo, a pé, a esmo, a cavalo, a caráter.
  • 10 – “Porque” você foi? Sempre que estiver clara ou implícita a palavra razão, use por que separado: Por que (razão) você foi? / Não sei por que (razão) ele faltou. / Explique por que razão você se atrasou. Porque é usado nas respostas: Ele se atrasou porque o trânsito estava congestionado.
Revise seu texto
na Keimelion
O assunto que você procurou, a matéria deste post e muito mais sobre redação, especialmente a destina às universidades, está em nosso manual.
O objetivo deste Manual Keimelion 2010 para redação acadêmica é subsidiar a produção de textos científicos, fornecer elementos para que os aspectos linguísticos e formais não constituam grandes obstáculos ao trabalho. Nele se encontram indicações de procedimentos a serem seguidos ou evitados. São fornecidas sugestões de apresentação dos trabalhos, de acordo com as usuais formatações e regras de referência.
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Leia toda a série dos cem erros comuns

>Como escrever palavras compostas

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Foto: Rafael Andrade/
Folha Imagem

Bechara no Estadão
22 de fevereiro

Evanildo Bechara*

No uso ou não uso do hífen, temos de distinguir casos que o novo acordo ortográfico separa com cuidado. Um leitor nos confessa que não sabe “se deve escrever palavras juntas, com hífen ou simplesmente separadas”. E exemplifica citando “latino americano e café com leite (política do café com leite)”.

Ora, “latino americano” se inclui na Base XV que manda usar o hífen nos compostos por justaposição que não contêm formas da ligação e cujos elementos são de natureza nominal (substantivo e pronome), adjetival, numeral e verbal. Em artigo anterior, tratando deste caso, lembramos matéria-prima, norte-americano, a que se vai juntar latino-americano, da sua pergunta.

Quanto a café com leite, designativo de um tipo de união política, trata-se de uma locução que, como locução de qualquer natureza, o acordo de 1990 manda não escrever com hífen, mas separadamente, como acabamos de fazê-lo. Esta iniciativa do novo acordo veio livrar as pessoas de usar o hífen para distinguir significados ou classes de palavras. Éramos, segundo o sistema vigente oficialmente em 2008, obrigados a distinguir o substantivo dia-a-dia, com hífen, locução significando “cotidiano”, de dia a dia, locução adverbial, sem hífen, valendo por “dia após dia”: “O meu dia-a-dia (isto é, o meu cotidiano) é agradável.” “A criança cresce dia a dia (isto é, diariamente, dia após dia).”

O mesmo acontecia com à toa: se era adjetivo, significando “coisa de pouca importância” ou “pessoa sem-caráter”, usava-se com hífen: “Trata-se de um problema à-toa”; mas como advérbio, significando, por exemplo, “inutilmente”, usava-se sem hífen: “Foi lá à toa.”

Hoje todas as locuções escrevem-se sem o hífen: problema à toa, foi à toa. Portanto, se você disser “gosto de café com leite” ou “política do café com leite”, não precisará usar hífen em nenhum dos casos. Pelo sistema anterior, teria de usar, no segundo exemplo, “política do café-com-leite”, por se tratar de um composto.

O acordo consagra como exceção as locuções água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa.

Nesta resposta podemos incluir a pergunta de outro leitor que indaga como escrever fim de semana, tique taque e cor de rosa. “Como saber? Será necessário consultar o dicionário a cada vez?”

Não haverá necessidade de consultar “a cada vez”; basta fixar os princípios gerais e o leitor terá quase sempre a resposta pronta. Por exemplo, fim de semana e fim de século dispensam o hífen, como vimos atrás, porque se enquadram no princípio das locuções. Tique-taque requer o hífen por estar, segundo cremos, incluído no princípio da Base XV, também atrás anunciado.

Ora, tais formas de redobro, geralmente onomatopeicas, atendem uma a uma a cada exigência que justifica o emprego do hífen em tais palavras.

Tais formas onomatopeicas não mereceram a atenção do acordo, razão por que ressaltamos no “cremos” a nossa opção de hifená-las por julgar incluídas no princípio da Base XV. A tradição ortográfica neste particular apresenta registro variado. Se tique-taque, como reco-reco, aparecem hifenados em dicionários brasileiros, portugueses e no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp), o mesmo não se dá com zum-zum, escrito zunzum, sem hífen, embora se registre zas-trás hifenado.

Procurando disciplinar a grafia de tais palavras na 5ª edição do VOLP da Academia Brasileira de Letras, tínhamos presente a lição de Saussure que, não sendo as originalmente onomatopeias elementos orgânicos de um sistema linguístico, quando entram no discurso, perdem algo do seu caráter primário para adquirir o do signo linguístico, exercendo função análoga à de outras palavras.

Além dos princípios gerais, o utente tem de conhecer também as exceções, exceções que não são exclusivas da ortografia, mas de todos os campos da língua registrados na gramática e no léxico. Por isso, há de atentar para o fato de que cor-de-rosa está entre as exceções da Base XV, e embora seja uma locução, ostenta grafia com hífen. O acordo cita poucas e é bom tê-las presentes.

Evanildo Bechara é filólogo e gramático, membro da Academia Brasileira de Letras e Coordenador da Comissão de Lexicografia e Lexicologia da instituição.

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>Reforma ou contrarreforma?

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PAULO GEIGER
Data: 13/08/2009
Veículo: O GLOBO
Editoria: OPINIÃO

A polêmica sobre a reforma ortográfica ganha ímpeto e assume nível de protesto e contestação. Angela Dutra de Menezes nos conta no GLOBO que 200 mil portugueses já aderiram a um abaixo-assinado contra a reforma, “em defesa do próprio patrimônio linguístico”.

Concordamos com a articulista quando diz que “a língua é um organismo vivo, modifica-se de baixo para cima”. Mas aí convém parar por um momento, não confundir alho com bugalho, ortografia com língua.

Por exemplo, discordamos da peremptória afirmação de que “impor regra é tolice”. Toda regra é uma imposição – um cerceamento da liberdade absoluta de decidir individualmente sobre qualquer coisa – em benefício da convivência, da comunicabilidade.

Todo código pressupõe uma regra, ou não haveria comunicação.

Uma língua sem regra deixaria de ser um código confiável. A função do gramático e do lexicógrafo não é desaparecer para que a língua se autogoverne, mas estar atento à evolução de seu uso, para que essa evolução seja compartilhada por todos.

Também será útil separar três questões diferentes: a) a da “necessidade” ou “conveniência” de uma unificação ortográfica da língua. É uma questão válida, levantada desde o início, em 1986, mas superada pelo fato consumado de um acordo assinado pelos países envolvidos e implementado pela maior nação “lusógrafa” do mundo (não está em discussão qualquer mudança na “lusofonia”, apenas na “lusografia”).

b) a de se o Acordo atende a seu declarado objetivo de unificação ortográfica.

É consenso que não. Ao ser vago e genérico, ao admitir mais de uma grafia, ao ser incoerente na aplicação de certos princípios, o Acordo obriga a que se crie uma interpretação unívoca de seus termos.

c) a de que somente no Brasil foi feita essa “interpretação”. Este fato, em si, é a própria negação de um Acordo que se pretende de unificação.

Essa incongruência ab ovo gerou um processo vulnerável a críticas, não obstante a idoneidade e competência de seu condutor, a Academia Brasileira de Letras. A ABL não poderia sanar as deficiências natas do processo: a não coordenação com processos paralelos em todos os países da lusografia e o não diálogo com os usuários idôneos da língua em seu próprio país. Daí a perplexidade ante a esdrúxula situação na qual o Brasil “unificou” por decreto uma ortografia que está usando sozinho.

Também é preciso distinguir “patrimônio linguístico” de ortografia.

O Acordo não tem a pretensão de unificar a língua, seus usos e significados em cada país, região ou nicho de uso. Portanto, além de desnecessária, a defesa das particularidades da língua gera confusão ao se misturar com as justas críticas ao Acordo e sua implementação. Não vamos confundir uma causa com outra. A particularidade do uso da língua não está ameaçada, mesmo porque não há gramático ou lexicógrafo que consiga fazer com que a língua seja usada ou falada desta ou daquela maneira. A questão da ortografia é diferente, e não deve ser metida no mesmo saco.

E agora? O Acordo Ortográfico está em vigor no Brasil desde janeiro de 2009. Ele hoje norteia a ortografia oficial brasileira. Muito esforço e dinheiro já foram despendidos em aplicála. Já integra livros didáticos, dicionários, gramáticas, a imprensa. Já é parte do currículo escolar. A esta altura, a incipiente revolta contra sua adoção implicaria mais problemas do que soluções. Mais factível e mais construtivo do que repensar do zero a reforma – independentemente do rumo que outros países lusógrafos derem ao Acordo – será partir da nova ortografia e, nos dois anos e meio oficiais de adaptação, corrigir ( inclusive , e para começar, no VOLP), por meio de diálogo e consenso, o que for necessário ou conveniente corrigir, como no processo normal na evolução do uso e das regras de uma língua.

PAULO GEIGER é editor dos dicionários Aulete.

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>Palavras duvidosas – nova ortografia

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A nova ortografia, mesmo com a edição do Vocabulário Ortográfico, ainda suscita muitas dúvidas; dentre elas:

destróier

A palavra destróier ainda aguarda uma definição oficial sobre sua grafia.
Leia os detalhes em www.UmPortugues.com/destroier

dia-a-dia

As locuções dia-a-dia e corpo-a-corpo ainda aguardam uma definição oficial sobre sua grafia.
Leia os detalhes em www.UmPortugues.com/dia-a-dia

paralamas

Palavras com o prefixo PARA- ainda aguardam uma definição oficial sobre sua grafia.
Leia os detalhes em www.UmPortugues.com/prefixo-para

reescrever

Palavras com o prefixo RE- seguido de E ainda aguardam uma definição oficial sobre sua grafia.
Leia os detalhes em www.UmPortugues.com/prefixo-re

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