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>Como escrever bem

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escrever bem

Escrever bem não é uma das tarefas mais simples dessa vida, isso é fato, mas, de modo geral, escrever corretamente é algo acessível a todas as pessoas praticamente. Deixando de lado os fatores sociais e econômicos, escrever, pelo menos de maneira adequada, depende de uma série de fatores, que, normalmente, podem ser conseguidos individualmente, sem dependência de mestres ou incentivos de qualquer natureza. Evidentemente, a habilidade de combinar palavras, aliada a capacidade de inventar (ou narrar) histórias e descrever cenários interessantes são bastante pessoais, porém, podem ser desenvolvidas e treinadas. Felizmente, ninguém está fadado a escrever mal toda a vida…
Não pretendo fazer nenhuma espécie de manual de boa escrita ou de como se tornar um escritor, até mesmo porque não saberia como fazê-lo. Para isso, basta procurar na web que há inúmeros textos desse tipo, estilo manual de redação para vestibulandos (aliás, geralmente péssimos, pois, quase sempre não parecem considerar fatores fundamentais). Desejo, entretanto, explicar a minha visão de como evoluir no assunto e de como criarei meu filho para que aos 18 anos ele não precise ler manuais de como escrever bem para fazer a redação do vestibular, se ele quiser prestar, a propósito.
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Nenhum humano nasce escrevendo, parece. Logo, deve existir algo que ocorre entre a saída do útero materno e o recebimento do Pulitzer. Bem, eu não sei o que é esse algo, mas posso chutar. Evidentemente, há casos extremos em que percebemos nitidamente que o escritor é um gênio, o que significa que o cérebro dele foi concebido para fazer aquilo – escrever – melhor do que as demais atividades (e, portanto, melhor que as demais pessoas). Esse tipo de escritor não me interessa pois é assunto da ciência, ele não é um cara qualquer. Interessa-me sim o escritor comum que escreve bem e que é igual a mim, e que deve ter sido “treinado” para isso. De modo geral – e já até demorei demais para falar isso – essas pessoas lêem muito. Diariamente. Incessantemente, às vezes. Na minha opinião, qualquer tipo de leitura treina o cérebro. Portanto, se você não se importar em treiná-lo apenas com vocabulário e linguagem web, leia apenas blogs. Se você não se importar em treiná-lo em frases triviais com apenas 3 ou 4 palavras, leia gibi. Mas, se você quiser um pouco de tudo isso, leia de tudo, mas privilegie as pessoas que escrevam bem, pois elas podem te ensinar mais sobre como escrever do que os que escrevem não adequadamente.
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Ao se preparar para escrever algo, alguns passos devem ser seguidos (geralmente inconscientes, na maioria das pessoas). O primeiro deles é identificar claramente sobre o que você vai escrever (excetuando-se, talvez, romances/contos/poesias, tratados na “parte 3″ dessa série). Se você não tem a mínima idéia do que dirá no texto, é melhor procurar alguma fonte de informação que possa lhe auxiliar, ou correrá o risco de dizer algo equivocado. Saber sobre o que se vai dizer é metade da tarefa, a outra, aliás, é transformar tudo em palavras, ligá-las de forma adequada e, se for o caso, melhorar a construções e as ligações, em um segundo momento, geralmente. Se você não domina o assunto que irá abordar e não pode (ou não tem tempo para) consultar referências, pense duas vezes antes de começar. Se, ainda assim, precisar escrever por algum motivo, procure relacionar o texto com assuntos/tópicos que domina. Isto é, procure um mote para falar de algo que possa fazê-lo com segurança, tomando apenas o cuidado de encaixá-lo no assunto em questão. Mas, se você for alguém (muito bem) preparado para escrever, pode superar algumas vezes o problema do conteúdo apenas com a elegância do seu texto (o que, fique claro, é uma espécie de estelionato literário, afinal, você enrolou o leitor e ele nem percebeu!). [...]
Leia o artigo completo na fonte: Digestivo Cultural.
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>Mais fraude acadêmica

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Plágio de trabalhos acadêmicos se profissionaliza com a internet
Monografias podem ser compradas por preços que vão de R$ 50 a R$ 750
Comércio de trabalhos é fraude.
KATIA BREMBATTI
para Gazeta do Povo,
4 de maio de 2007
“Calouro de um curso da área de Exatas, o estudante Fábio, 19 anos, mal ingressou na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e já utilizou recursos inadequados para conseguir nota em uma disciplina. Ele confessa que, diante da falta de tempo, entregou ao professor um texto copiado da internet. O plágio em trabalhos acadêmicos não é novidade em instituições de ensino superior, públicas ou particulares. Na graduação – quando as exigências quanto a referências e citações são menores que em cursos de pós-graduação – não é difícil encontrar professores que tenham recebido trabalhos como o de Fábio. Embora comum, copiar textos sem dar o devido crédito ao autor, além de antiético, é crime.”
O primeiro parágrafo dessa reportagem foi copiado do jornal interno da Universidade de Brasília (UnB) e serve para mostrar como é fácil se apropriar da produção alheia. Bastou uma procura rápida num sistema de buscas na internet de alguma referência sobre o assunto e mudar o nome da instituição e do estudante, para provocar a sensação de verossimilhança e aproximação. Não existem estimativas conclusivas sobre a prática de plágio, mas os professores consultados pela Gazeta do Povo são unânimes em afirmar que ela é a cada dia mais freqüente.
Especializado
Há os casos de plágio amador, com estudantes tentando se “resolver” sozinhos, copiando ou adaptando textos da internet e de livros. Mas o plágio no meio acadêmico alcançou níveis profissionais. Cartazes nos murais de universidades, páginas na internet e propagandas no site de relacionamentos Orkut oferecem todos os tipos de trabalho para os estudantes, desde resenhas de livros a teses de doutorado. O negócio se especializou de tal forma que algumas “prestadoras de serviço” se apresentam como empresas confiáveis, com registro na Junta Comercial e endereço fixo. E prometem originalidade nos trabalhos.
Os preços variam muito. Monografias prontas, sem direito a alterações, custam a partir de R$ 50. Um exemplo é o site www.soimprimir.com.br. Já o trabalho personalizado e a oferta de segurança exigem desembolso maior. A reportagem fez um orçamento on-line de 50 páginas de material inédito ao custo de R$ 750, parcelados em duas vezes. O “serviço” permite que o contratante escolha o tema, indique livros e peça mudanças de acordo com as recomendações do orientador. Muitos professores prestam serviço para essas empresas ou oferecem o trabalho de forma “autônoma”.
Historiador e cientista político com a experiência de 15 anos como professor universitário, desde 1999 Públio Athayde decidiu se dedicar exclusivamente à revisão de textos acadêmicos e montou uma editora. Depois de ver o número de pedidos de correção e adequação às normas técnicas despencar, ele e outros colegas procederam uma auditoria em 80 monografias selecionadas de quatro cursos (dois de universidades públicas e dois de particulares) de Belo Horizonte (MG). “O índice de fraude encontrado foi na ordem de 70% dos trabalhos, que não resistem à menor verificação sistemática”, conta.
A indignação o levou a criar uma comunidade no site de relacionamentos Orkut, que ganhou o nome de “fraude acadêmica” e tem tópicos de pesquisadores revoltados com o fato de terem se empenhado tanto e dedicado tempo considerável para realizar uma pesquisa enquanto outros conseguem o mesmo resultado sem esforço algum. “Não há como moralizar um aspecto isolado em uma sociedade em que a fraude, o suborno e a corrupção são socialmente aceitáveis. Vender um voto no Senado ou uma tese é a mesma coisa, o preço é que é bem diferente”, pondera Athayde.
Fracasso escolar
Autor do livro Direitos autorais: entre as relações sociais e as relações jurídicas, o doutorando Sérgio Said Staut Júnior conta que abandonou a prática de pedir trabalhos aos alunos. Tinha sempre que conferir, caso a caso, para saber se não eram cópias. Voltou a aplicar provas. A última experiência com pesquisas de estudantes foi decepcionante. De 60 estudantes de um curso de especialização em Direito realizado em Santa Catarina, 22 cometeram algum tipo de ilícito no trabalho final da disciplina. “Essa situação é um atestado da péssima formação escolar”, resume.
Casos recentes levaram à reprovação de alunos
No segundo semestre de 2005, na Unibrasil, em Curitiba, 17 estudantes de Direito foram reprovados e dois foram expulsos por plágio. De acordo com o coordenador-geral do curso, Emerson Gabardo, existe um sistema de verificação muito rigoroso, o que acaba resultando num alto índice de casos confirmados. Há uma pessoa designada exclusivamente para conferir as normas técnicas dos trabalhos e a originalidade dos textos.
Ele evita dizer que a prática é mais grave quando parte de acadêmicos de Direito. “Não precisa de formação jurídica para saber que é errado”, argumenta. Para ele, é um problema crônico, associado à inabilidade dos alunos para a leitura e a escrita.
Na relação entre quem compra e quem vende o serviço não há lastro legal. Portanto, cada parte não tem a quem queixar-se se o produto não foi entregue a contento ou mesmo se o pagamento não foi efetuado. Em uma universidade curitibana, recentemente, um estudante foi à coordenação de curso reclamar que um acadêmico não havia pago os R$ 200 acordados pela monografia solicitada. Ambos foram reprovados. Os casos geralmente são mantidos em sigilo principalmente porque as universidades avaliam que a imagem das instituições pode ser maculada com alunos tidos fracos, que não conseguem fazer os próprios trabalhos.
Punição restrita à área cível
O advogado Mário Elias Soltoski Júnior argumenta que o plágio é um caso de crime qualificado porque tem intuito de lucro, que não necessariamente precisa ser dinheiro. “Pode ser a aprovação no curso”, explica. O que acontece é que mesmo em situações raras, em que a questão é levada à Justiça, a discussão se concentra na área cível e não criminal, com o autor exigindo indenização do fraudador. E quando alguém concorda em ceder a autoria de uma produção intelectual, a chance de algum tipo de punição acontecer despenca. No caso das universidades, um trabalho original comprado, de comum acordo entre as partes, dificilmente é descoberto. E quando é, restam sanções administrativas, que variam conforme a normatização de cada instituição, começando com a exigência de refazer o trabalho e chegando até a expulsão.
“Se um aluno usa a monografia de outro para obter o grau de bacharel, fere o princípio da originalidade. Se ele diz que é dele, mesmo com a autorização de outro, no caso ambos estão professando falsidade ideológica”, defende o professor universitário Luiz Eduardo Simões de Souza. Para o revisor Públio Athayde, é possível enquadrar como fraude em alguns casos, formação de quadrilha em outros, e violação de direitos autorais quase sempre. Ele cita o possível enquadramento no artigo 298 do Código Penal, que fala sobre falsificação de documento particular e como falsidade ideológica, já que quem copia partes da obra de outros sem atribuir o crédito estaria omitindo informação.
Há ainda o artigo 299, que versa sobre “omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante”. (KB)
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>Capas de trabalho acadêmico

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Capa de monografia IFAC/UFOP

Muitos dos acessos a este blog têm sido feitos em busca de imagens de capas de trabalhos acadêmicos e informações sobre sua elaboração. Somos levados a crer que o assunto gera mais dificuldade e interesse que suporíamos; por isso, vamos colocar algumas considerações que temos sobre a questão, observando que são pontos de vista nossos sobre o caso – distantes em alguns casos de quaisquer normas institucionais.

A maior parte das instituições brasileiras alega adotar as normas da  ABNT sobre o assunto, mas as modifica, adaptando segundo seu entendimento da questão. Acreditamos que, na verdade, costumam dar mais atenção à capa que deveriam e aumentar o problema além do que ele mereceria. Em parte, isso reflete aquela antiga postura escolar, de fazer a capa bem bonita, para que ela esconda um trabalho não tão bom.

Capa de dissertação PUC/SP

Existe, por parte das instituições, um salutar interesse em simplificar as capas e a diretriz de padronizar o elemento – o que nem sempre é tão necessário ou importante. As regras, tanto as da ABNT quanto as das instituições de ensino, geralmente não se adaptaram às múltiplas possibilidades agregadas pelos editores de textos e regulam a questão como se os trabalhos ainda fossem feitos à máquina de escrever. Desconsideram a possibilidade de recursos gráficos, fingem desconhecer a variação do tamanho das letras (corpo da fonte), exigindo o uso de capitais (minúsculas) sem nenhuma necessidade, nem mencionam a possibilidade de ilustração.

Para discutir o caso, vamos entender primeiro o que é, ou deveria ser a capa: todo mundo sabe que capa é aquilo que reveste o trabalho, dando-lhe cobertura e proteção – bem como a apresentação inicial do conteúdo do volume. Pois bem, capa é o exterior! Mas muitas vezes temos observado que, em volumes encadernados, com os dizeres formas impressos na capa-dura, quando se abre o trabalho, a primeira coisa que se encontra é… Outra capa!

Capa de dissertação – USP

Trata-se evidentemente de um equívoco de interpretação (sem nenhum dano importante, note-se), mas depois da capa (dura) o que deveria vir seria a folha de rosto, tal como a conhecemos.

As capas de papel só fazem sentido naqueles volumes provisórios encadernado em espiral e cuja cobertura transparante permite que as informações da primeira folha (que assume a função de capa) fiquem à vista. Nos casos de encadernação dura, de capa opaca, a folha com os dados da capa se presta a que o encadernador componha a  capa, imprimindo em caracteres metálicos sobre o cartão do revestimento.

Observemos, neste ponto, que os encadernadores, em geral, não possuem a mesma amplitude de recursos e liberdade que temos de uso (em tese, mas formalmente é vedada) de fontes e corpos variados. Portanto, não se pode ser muito criativo no tradicional formato de capa dura escura com letras douradas – nem é isso que as instituições preconizam.

Capa de dissertação PUC/PR

Já as modernas gráficas rápidas dispõem de recursos que possibilitam a impressão de capas em policromia e com imagens e composição gráfica sofisticada – o que execrado pelas normas e maioria dos programas de pós-graduação como se uma capa moderna afastasse a a qualidade do conteúdo.

Então continuamos a depositar teses, dissertaçõe monografias com as capas que seriam possíveis nos primórdios do século passado, descnsiderando cem anos de evolução gráfica.

Somente os cursos mais abertos, de arte, ou de design, segundo temos observado, têm dado abertura para as capas serem feitas segundo os recursos disponíveis, fugindo das limitações que não existem mais.
 
Aqui apresentamos algumas capas que ilustram as questões que já apontamos, e que se revestem de questiúnculas (questões irrelevantes – mas só mesmo essa palavra antiga para bem expressar os casos) sobre as quais teceremos considerações.

A primeira das capas aqui (monografia IFAC/UFOP) contraria tudo que ABNT e a maioria das normas intitucionais postula. Cor, grafismo, fotografia. Além desses elementos, facilmente verificáveis, o trabalho foi impresso em formato diferente dos comuns (A4 – predominante ou ofício – mais raro), sendo o papel cortado na proporção áurea, por necessidade do discurso do texto.

Capa monografia

 A segunda capa (dissertação PUC/SP) exemplifica duas coisas que não nos agradam: o nome da instituição precedendo o do autor (já vimos referência a mecanismos de indexação que interpretam, em casos semelhantes, a instituição como sendo autora), claro detrimento à pessoa em benefício da corporação; e o uso de caixa alta e textos da capa, recuso antiquado de composição, quando se pode usar o tamanho da fonte e o negrito com muito melhor resultado gráfico.

A capa seguinte (monografia USP), apresenta o nome da instituição ao pé da página (o que diverge da ABNT, mas que me parece pertinente) mas duplica a informação da cidade, já contida no nome da instituição – pecando por excesso onde a síntese poderia ser privilegiada. No mesmo sentido, a capa da dissertação (PUC/PR) que segue, apresentando excessivas informações institucionais no tope, relegando o autor. Aqui ainda vemos uma capa de monografia que contém as informações da natureza do trabalho que deveria ser limitadas à folha de rosto.

Capa de tese PUC/SP

A seguir, o exemplo ao lado (tese, PU/SP) é uma capa que já apresenta alguns dos problemas anteriormente delineados, excesso de informação, letras capitais, nome da instituição do topo. Mas o depósito dos exemplares com essa capa foi recusado pela funcionária (mais um juiz no caso!) por conter a logomarca da instituição – o que foi feito com base na norma da PUC para uso daquela peça gráfica, um caso de conflito de normas internas, da instituição em geral com as normas particulares da pós-graduação ou da biblioteca. Aqui é o caso de que manda quem pode, obedece quem tem juízo, ou seja: não se pode ficar preso ao que dizem as instruções formais, mas deve-se atentar à interpretação que o menos relevante funcionário que intervier  tem delas. No caso, observar essas interpretações é a regra de ouro.

Talvez não tenhamos resolvido aqui nenhum problema quanto à elaboração de capas, mas apresentamos alguns dos problemas existentes. Infelizmente essas questões costumam vir a ser mais uma dor de cabeça para as pessoas, sem nenhuma necessidade disso.

Leia ainda por aqui: Normas de formatação acadêmicaPortfólio de trabalhos acadêmicosOrçamento para revisão de texto

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>Redação técnica e científica

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Não basta ter bons computadores para redigir
um bom texto técnico ou científico.
É necessária a colaboração do revisor de textos.
Há alguns fatos conhecidos sobre a redação técnica e científica. Na verdade, são generalizações mais que qualquer outra coisa, mas você vai ser mais impressionado se eu chamá-los de fatos:
  1. Pessoas que trabalham em áreas técnicas têm dificuldade para escrever as coisas claramente.
  2. Em consequência, a escrita técnica tem tendência a ser terrível.
Em alguns casos, a má qualidade da redação técnica ou científica é resultado da falta de objetividade ou dos ruídos das informações que o autor detém. Se você é um técnico ou cientista e gastou longos anos de estudo no objeto de seu trabalho, isso vai dificultar a escrita do texto que explicará ao grande público o que é ou como funciona o que você fez tão bem. Quem não conhece o jargão da área e todo o processo de pensar e desenvolver aquele produto terá dificuldade de separar do texto as informações de que necessita. O resultado é um manual ruim, obscuro ou um texto explicativo que confunde.
Algumas pessoas que trabalham na área técnica ou desenvolvem pesquisa científica não se comunicam bem com quem não é de seu ramo. Isso inclui escrever mal, infelizmente. Quem está altamente envolvido em ambientes de servidores, TI – por exemplo – pode não ser capaz de apresentar eficazmente todos os prós e contras da virtualização. Ou pode ser capaz de dizer prós e contras, mas não de forma coesa e interessante.
É em situações como esta que um escritor profissional ou o revisor de textos deve ser solicitado a colaborar. Para explicar prós e contras de ambientes de computação em nuvem ou escrever um guia para iniciantes para determinado produto, a combinação da experiência profissional de redação com conhecimento das normas de escrita pode fazer a diferença entre produto ou serviço ser bem sucedido, ou fracassar.
A escrita técnica é cheia de jargões e tecnicismos e, às vezes, isso é bom. Ninguém quer um guia de firewalls Cisco, por exemplo, escrito de tal forma que poderia perecer leitura cotidiana, afinal, não é um assunto cotidiano. Jargões e frases técnicas são frequentemente necessários para um documento técnico. Depende do público a que se destina. Mas um guia para a escolha de um provedor de hospedagem de site precisa ser escrito de tal maneira que possa ser bem compreendido pelos leigos no assunto.
A escrita técnica e científica pode ser bastante desastrosa por incompreensão quanto ao público-alvo. Ela pode ser terrível por causa da falta de objetividade. E isso pode ser muito ruim, porque a pessoa que escreveu não formulou o texto tendo em vista o leitor.
Em qualquer caso, um revisor de textos profissional é necessário para ajudar a resolver as questões linguísticas e melhorar a compreensão do texto. O autor precisa ter conhecimento suficiente sobre o assunto para dar a profundidade e abrangência necessária. O revisor do texto precisa ter o domínio completo da ferramenta de comunicação (o texto) e a visão do ponto de vista do leitor final. O melhor autor técnico do mundo está propenso a prejudicar seu trabalho se o texto decorrente dele não o apresentar adequadamente, se ele não domina completamente a mídia comunicacional. É necessário que cada autor técnico e científico reconheça que, assim como ele domina seu campo de conhecimento, o texto é um campo de conhecimento de outro profissional: o revisor de textos, um técnico e cientista da língua que pode aperfeiçoar a comunicação sobre o produto de modo eficaz.
Adaptação e revisão de:
Porque é que a escrita técnica tão terrível assim?
[Eis um exemplo do que o texto diz.]

Leia neste blog:
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>Revisão ortográfica, revisão gramatical

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Revisão ortográfica e gramatical
Muitas vezes as pessoas procuram por revisão ortográfica ou revisão gramatical de seus textos, o que não é exatamente o que elas estão desejando. Mais grave é quando “profissionais” anunciam estes serviços, o que não é adequado e pode indicar algum tipo de precariedade no serviço oferecido.
Ortografia e gramática são apenas dois dentre os muitos aspetos de que um texto se constitui. Revisar somente a ortografia e a gramática de um texto é algo perfeitamente possível, mas isso não significa tenha sido feito tudo o necessário para a melhoria do texto. Ortografia e gramática, dentre outras coisas, existem para que o texto transmita com maior eficiência a informação desejada. O importante não é que apenas a ortografia e gramática estejam adequadas no texto, mas que o texto todo esteja bom, que cumpra sua função de comunicar a ideia satisfatoriamente. O texto é uma unidade complexa, um conjunto de informações ordenadas e estruturadas em diversos códigos dos quais a ortografia e a gramática são integrantes, mas há muitos outros aspectos a serem considerados: o estilo, a coesão, o registro são outros aspectos presentes a serem considerados na revisão, para que o texto seja adequadamente aperfeiçoado.
Pelo que estamos demonstrando, o que se deve ter em conta na revisão não é tão somente ortografia e gramática – mas o texto todo. Por isso, consideramos mais correto referir a nosso trabalho como revisão de texto. Revisamos o texto todo, qualquer aspecto e todas as facetas da complexidade e unidade textuais são consideradas em nosso processo de revisão. Tudo fazemos no objetivo de não apenas atender a algumas normas formais, tais como a ortografia ou gramática, mas tendo em vista a função comunicacional do texto, seu aperfeiçoamento como suporte de um conjunto de informações ordenado e hierarquizado da melhor forma possível para que a mensagem alcance o leitor com a maior clareza possível.
É natural que as pessoas se refiram à revisão gramatical e ortográfica do texto, pois de fato elas existem e são importantes. Mas elas devem sempre ser ultrapassadas para o aperfeiçoamento do texto. Qualquer texto tem contexto, portanto, deve ser revisado em função um do outro, o texto adequando-se ao contexto, gramática e ortografia inclusive se subordinam a essa relação. Em nosso caso, como trabalhamos focados na produção acadêmica, o texto está em registro formal, a norma é culta, estamos presos à ortografia oficial recém-modificada, bem como restritos à gramatica normatizada; assim com os textos acadêmicos devem ter a necessária coesão micro e macrotextual, devem ser tão isentos quanto possível e se revestirem de diversas outras características que constituem o jargão de cada campo de conhecimento.
O trabalho do revisor de textos é aperfeiçoar o trabalho, eliminando nele as imperfeições normativas, ampliando-lhe a compreensão e reduzindo ao mínimo as falhas provenientes dos lapsos de digitação, edição e fadiga a que o autor sempre está sujeito.
Textos na nova ortografia
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>Orçamento para revisão de texto

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Orçamento de revisão dá trabalho.

Como muitos outros serviços, a revisão de textos demanda orçamento e, muitas vezes tomada de preços antes de ser contratada. O orçamento, quando aprovado, tem valor de contrato sumário entre as partes; ele representa em linhas gerais o tipo de serviço solicitado, o prazo para sua execução e preço estipulado para a tarefa. Até aqui, é o mesmo para qualquer serviço.

Quase a totalidade dos revisores, inclusive nós, estabelece o valor para efeito de orçamento a partir de uma unidade que chamamos lauda, a quantidade de texto mais ou menos equivalente àquela compreendida pela página em espaço 2. Mas como as fontes variam (Arial ou Times New Roman, e.g.), a mancha varia (espaço ocupado pelo texto no retângulo formado pelas margens) e há ainda outras variáveis, a configuração da lauda é pelo número de caracteres (letras, pontuação e espaços). Mas não há uniformidade entre a quantidade de caracteres que constitui a lauda. Nós adotamos a quantidade de 1500 caracteres como padrão, mas há quem use de 1200 a 1800. Importa é que a quantidade fique estabelecida.
O custo da revisão, por lauda, costuma varia segundo o tipo de texto. Cobra-se mais, na praça, por textos publicitários que por textos literários, por exemplo. A revisão de textos acadêmicos costuma se situar entre os valores anteriores. Normalmente, os textos acadêmicos representam boa parte da demanda por revisão e grande número de revisores trabalha com eles. O custo da revisão quase sempre recai sobre o autor, que é onerado ao fim de seus cursos de pós-graduação ou a cada artigo de produza. Nesse tipo de texto, costuma-se praticar algum desconto sobre o preço básico, em função da extensão do trabalho, algumas vezes teses de várias centenas de laudas. Há ainda a prática de divisão do valor total do orçamento, nesse caso, em algumas parcelas mensais que possibilitem ao autor arcar com a despesa.
Além da revisão, outros serviços podem ser solicitados e serão incluídos no orçamento: tradução de abstract, tratamento de imagens, formatação, elaboração de gráficos e tabelas. Esses elementos tem formação de preço diferenciada e não vou tratar dela aqui.
Revisão é um trabalho que demanda tempo, esse tempo é expresso no orçamento pelo prazo estipulado para o trabalho. Normalmente, os revisores tem seu prazo comprimido pelos autores entre a finalização do texto (e aprovação pelo orientador – quando é o caso) e a entrada na gráfica para impressão e entrega ao destino: depósito da tese ou envio à revista, dentre outros.
É recomendável que o autor solicite orçamento ao revisor antes de terminar o trabalho, principalmente no caso de trabalho longo, para fazer a escolha do profissional e poder fazer a reserva de agenda para sua obra. Não adianta saber que a revisão demandará uma semana e naquela exata semana o revisor já ter se comprometido com outro texto.
Observo que não se pode simplesmente comparar os preços entre revisores para escolha do preço mais acessível. Revisões são trabalhos personalíssimos, cada revisor trabalha com critérios próprios e eles poderão ser, na maioria dos casos, ajustados ao interesse do cliente. Solicite, com o orçamento, amostra do serviço (duas ou três páginas revisadas) para exemplificação dos critérios e para escolha segundo sua preferência e compreender a razão do preço estabelecido.
O orçamento da revisão de um texto conterá: número de laudas e caracteres por lauda, valor cobrado por lauda e valor total, eventual desconto ou possibilidade de parcelamento, prazo para execução do trabalho, forma de pagamento e o que mais couber. Não deixe de responder ao orçamento solicitado – essa omissão é indelicada, pois fazer orçamento dá trabalho para o profissional.

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