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Posts Etiquetados ‘livro de cliente’

>Cliente publicando

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Maria Dolores Pinto Araújo:
Escola, criança favelada e socialização

“Analisamos aqui as condutas sociais de alunos residentes em favelas, bem como as ações e reações da escola diante dessas condutas, buscando identificar possíveis semelhanças e diferenças entre alunos cujas famílias, apesar de residirem em favela, ocupam posição social distintas. As condutas sociais apresentadas pelas crianças faveladas expressam uma hierarquia pouco evidente, mas presente, de posições sociais que as diferenciam e de que os padrões sociais aceitos pelos professores reforçam essa hierarquia. Utilizaram-se como aporte teórico as contribuições de Pierre Bourdieu, especialmente no que se refere aos conceitos de capital cultural e habitus, para análise dos padrões de condutas colocados em ação por crianças moradoras de favela em ambiente familiar e na escola. O procedimento básico foi a observação sistemática do comportamento natural dos padrões de condutas dos alunos em diferentes momentos de sua vida no lar, na vizinhança e na escola. Foram selecionadas três alunas e três alunos de uma escola estadual, localizada na Região Sul da cidade de São Paulo, cuja maioria do alunado é residente de favelas da região. O principal achado foi a constatação de uma espécie de homologia entre as condições e práticas sociais da escola com as crianças cujas famílias possuem “posição social mais elevada”, embora uma delas tenha conseguido romper este círculo vicioso e, apesar de ser uma das mais pobres entre os sujeitos pesquisados, conseguir obter bom rendimento e relativa aceitação na escola.”
Pode ser adquirido no Clube de Autores.


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>Publicação de nosso cliente

>OS JOGOS DE LINGUAGEM
E A CRÍTICA AO REPRESENTACIONISMO

Marcos Roberto Huk

Este trabalho descreve como, pela noção de jogos de linguagem de Wittgenstein, se pode criticar o representacionismo, isto é, a tese de que a representação é o núcleo do pensamento e essencial para a proposição. Dá-se ênfase às Investigações Filosóficas para questionar a tese de que a mente representa o mundo e de que sem ela não há conhecimento. Wittgenstein concebe a linguagem como comportamento guiado por regras e, por isso, a proposição não é o núcleo da linguagem nem se reduz à figuração de estado de coisas, tampouco fixa o que há de comum entre a figuração e o afigurado. O uso de jogos de linguagem mostra que o fascínio da representação como algo mental pode ser dissolvido pela normatividade da gramática. No novo modo de conceber o funcionamento das proposições está implícita uma crítica à redução daquelas ao modelo adotado no Tractatus. Também a concepção de representação, presente tanto no internalismo como no externalismo, sofre um abalo pela consideração da gramática do representar, que dispensa todo transcendentalismo. A linguagem não se reduz à função pictórica do mundo e o significado depende do uso. O jogo do representar pode exigir o uso da proposição. Assim, nesta dissertação, a partir da revolucionária concepção de jogos de linguagem, queremos mostrar que a representação não pode ser separada de atividades da linguagem e isso implica em crítica à concepção transcendentalista de conhecimento e também dispensa a relação pictórica do paralelismo linguagem/mundo.

Pode ser adquirido pelo Clube de Autores.

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